quinta-feira, 17 de maio de 2012

[Mochilão 9] Dia 2: Copenhague

O vôo da Iberia até Madri durou 10h e saiu no horário. Foi um alívio isso, pois fiquei com um certo trauma do enorme atraso da TAP no ano passado, e da confusão que foi a conexão de Lisboa pra Moscou. Não gostei muito da Iberia. O serviço de bordo até que era razoável, comida idem, mas o avião era velho e não tinha algo que considero essencial em vôos longos como esse: monitores individuais com opções de entretenimento. Tinha apenas monitores coletivos, e as pessoas precisavam ficar esticando o pescoço pra conseguir ver algo do filme. Meu passatempo foi ficar revendo uns episódios antigos do Lost que eu tinha baixado pro meu notebook.

Em Madri, passei pela imigração sem problemas. O policial não perguntou nada, e tive a impressão de que nem olhou pra minha cara. Só olhou as páginas cheias de carimbo e vistos do meu passaporte e me liberou, da mesma forma que aconteceu nas 4 últimas vezes que fui para a Europa. Só me encheram de perguntas na minha primeira vez, em 2005, justamente lá em Madri. Eles devem ter controle de quantas vezes o turista já entrou e saiu, e realmente não faz sentido criar caso com quem é turista frequente e sempre volta pra casa sem extrapolar o limite de 90 dias (ao qual nós brasileiros temos direito na Europa sem precisar de visto).

Até Copenhague foram mais 3h de vôo. Cheguei às 15h.

Esta é a única das capitais escandinavas que ainda não conhecia. A cidade já esteve na minha mira 3 vezes, mas por motivos diversos acabei tirando-a do meu roteiro. De fato, eu já tinha pisado em Copenhague em 2008 e 2011, mas conheci apenas o aeroporto, onde fiz conexões para outros países.

A cidade fica numa grande ilha chamada Zealand, e está bem perto da Suécia, bastando atravessar uma ponte um pouco maior que a Rio-Niterói.

A Dinamarca tem apenas 5 milhões de habitantes, ou seja, o país inteiro tem menos gente que o município do Rio. Mas é um dos países mais desenvolvidos do mundo. O padrão de vida aqui é altíssimo.

No aeroporto, descendo as escadas pra pegar a bagagem, olha só o que eu vi !! Uma propaganda do Diners Club saudando a minha chegada !! :)

20120517_152010.jpg

Saquei dinheiro (coroas dinamarquesas) num caixa automático do aeroporto. Precisava comer algo lá mesmo no aeroporto, pois estava faminto. Comi um sanduba no Burger King. O menu com fritas e refri saiu por 61 coroas dinamarquesas (R$20), ou seja, só um pouco mais caro do que seria no Brasil.

Me enrolei um pouco pra chegar no albergue. Peguei um trem, e no meio do caminho eu percebi que na verdade deveria ter pego o metrô, porque seria mais perto. Mas depois me achei. Desci na estação central de trens:

DSC07003.jpg

Peguei depois o metrô pra estação Kongens Nytorv, bem no centro da cidade. A saída da estação:

DSC07007.jpg

Estava um frio SINISTRO quando saí na rua (8 graus) !!! Não quero nem imaginar como deve ser isso aqui no inverno !!

Logo ao sair da estação, já percebi a beleza estonteante da cidade.

A Opera Real Dinamarquesa, minha primeira visão ao sair da estação:

DSC07006.jpg

Quando deve custar uma volta de taxi Mercedão em Copenhague ???

DSC07008.jpg

Andei mais alguns poucos quarteirões até encontrar o albergue (Generator Hostel):

DSC07014.jpg

Fiz o checkin e tomei um banho. No meu quarto (de 6 camas) só tinha um australiano e um canadense, com quem conversei rapidamente.

Fotos do quarto e vista da janela:

DSC07011.jpg

DSC07012.jpg

DSC07013.jpg

Achei o albergue muito bom. Um dos melhores que já vi. Tudo muito limpo e organizado. Tinha banheiro no quarto (um luxo que poucos albergues têm), e cada cama tinha sua luz de leitura e tomada individual, muito útil pra deixar recarregando de noite a bateria da câmera e do notebook.

Uma avenida próxima ao albergue com muitos bares e restaurantes:

DSC07015.jpg

Onde quer que você esteja na Escandinávia ou na Ásia, sempre haverá uma 7-Eleven por perto !! Essa rede de loja de conveniências 24h já me salvou muitas vezes de ter que ir dormir com fome de madrugada !!

DSC07016.jpg

Aqui tem bicicletas e ciclovias por todos os lados. Um estacionamento de bicicletas na rua:

DSC07017.jpg

Preços sinistros de cachorro quente (R$8 a R$12):

DSC07018.jpg

O Nyhavn é um antigo porto que foi transformado numa região boêmia, com muitos bares e restaurantes ocupando as casas coloridas e a calçada. É um dos lugares mais caros da cidade. É só pra olhar mesmo :)

DSC07019.jpg

DSC07021.jpg

DSC07029.jpg

DSC07026.jpg

DSC07037.jpg

“Copenhagen Redlight”... querendo parecer-se com Amsterdam:

DSC07022.jpg

Chope Tuborg por 40 coroas (R$13) !!! Assim quebra a firma...

DSC07023.jpg

R$50 pra comer um bife com batata. Preço de restaurante top de linha em Ipanema e Leblon...

DSC07038.jpg

Apesar do sol de final de tarde, estava um vento que congelava até a alma e fazia doer todas as partes descobertas. Meu casaco acostumado ao rigoroso inverno de 16 graus do Rio não estava mais dando conta !! O frio era tanto, que os bares ofereciam cobertores pras pessoas se cobrirem:

DSC07028.jpg

A cerveja Carlsberg é a mais tradicional da Dinamarca. Vende em alguns lugares do Brasil (mas acho meio amarga...não gosto).

DSC07027.jpg

Alguém quer dar uma volta no meu iate ?? :)

DSC07030.jpg

Um barco-restaurante ancorado na Nyhavn:

DSC07035.jpg

Do lado da Nyhavn, um teatro com uma arquitetura maneiríssima à beira-mar, e com um deck de madeira:

DSC07031.jpg

DSC07032.jpg

Ópera de Copenhague, do outro lado do canal:

DSC07034.jpg

A galera toda chegando de bicicleta:

DSC07033.jpg

Aqui a maioria dos restaurantes são no subsolo, com umas janelas que vão até quase o chão. Pra entrar, tem que descer uma escada na entrada:

DSC07036.jpg

O comercio da cidade em geral estava todo fechado, por ser feriado. Essa é a Strøget, principal rua de pedestres da cidade. É enorme. A rua de pedestres mais longa do mundo.

DSC07041.jpg

DSC07045.jpg

Nem tudo são flores no Reino da Dinamarca:

DSC07005.jpg

Rådhus (prefeitura):

DSC07050.jpg

Quem é do Rio e tem mais de 30 anos com certeza se lembra de um clássico dos anos 80: Tivoli Park da Lagoa !!! O nome foi copiado desse parque de diversões muito antigo de Copenhague:

DSC07051.jpg

Um contador de ciclistas que passam numa ciclovia em frente a prefeitura. Aqui a bicicleta é transporte de massa ! Todo mundo usa !!

DSC07052.jpg

DSC07053.jpg

Outra coisa que me chamou muito a atenção é que tanto os ciclistas quanto os pedestres obedecem rigorosamente às leis de trânsito. As pessoas só atravessam na faixa, e mesmo que não venha nenhum carro, ficam esperando até o sinal fechar. As bicicletas também param no sinal e não avançam mesmo que não tenha nenhum pedestre atravessando. Além disso, os ciclistas quando vão virar em alguma rua, esticam o braço na direção, avisando aos ciclistas que vêm logo atrás, como se estivessem dando seta ! Nas ciclovias, nada de pedestres ou gente empurrando carrinho de bebê. Dá gosto de ver tanta civilidade...

DSC07056.jpg

Estou achando isso aqui muito parecido com Amsterdam, tirando os Coffee Shops e a Red Light District, é claro. Ciclovias e bicicletas por todos os lados. Assim como a Holanda, a Dinamarca é um país totalmente plano, o que facilita, e muito, pedalar.

Vi muitas lanchonetes de kebab (ou “shwarma”) na Strøget. Dificil achar algum lugar da Europa que não tenha isso !! Hum, quanto tempo não comia um autêntico kebab com carne de carneiro ! Não resisti !! :) Mas foi o kebab mais caro da minha vida (R$17).

DSC07047.jpg

DSC07054.jpg

O Christiansborg Slot, que é a sede do palamento e do governo dinamarquês.

DSC07061.jpg

A antiga bolsa de valores:

DSC07062.jpg

Um bar de karaokê muito maneiro. Como se não bastasse as pessoas pagarem mico pra todo mundo do bar, também pagam mico pra quem passava na rua, pois tem uma TV mostrando a performance do candidato a cantor pra todo mundo ver !! E fica maior galera na rua assistindo e rindo !! Muito engraçado !!

DSC07064.jpg

Noite de quinta-feira...estava amarradão pra fazer noitada em qualquer lugar, mas eu estava MORTO ! Há muito tempo não me sentia tão cansado. Havia dormido só 5 horas na noite anterior da minha viagem, e não dormi nada na viagem do Rio pra cá. Além disso, tava um frio desesperador na rua... a temperatura de noite despencou, e com o vento, a sensação térmica era muito menor. Sem condições de jogo !! Voltei pro albergue, e berço !

quarta-feira, 16 de maio de 2012

[Mochilão 9] Dia 1: Rio - Copenhague

E aí, pessoal ? Estou aqui de volta escrevendo no blog, 1 ano depois !! Como o tempo voa ! Chegou o momento de partir rumo a mais uma grande aventura ! Está começando o Mochilão 9: "Missão Sushi" !!! Nos próximos 26 dias vocês vão viajar junto comigo e se divertir com as minhas loucas histórias láaaaa do outro lado do mundo. Vou levar meu notebook na viagem, e espero conseguir publicar notícias com frequência.

Meu roteiro dessa vez será um tanto quanto eclético: Dinamarca, Japão, Ucrânia, Itália e Espanha. Quatro países tão distintos entre si, que praticamente se complementam.

Desta vez não consegui tirar férias junto com nenhum amigo, e por isso ficarei a maior parte da viagem sozinho. Pelo menos, eu vou me encontrar em Barcelona no final da viagem com 4 amigos aqui do Rio (Sascha, Humberto, Ricardinho e Fabinho) e uma amiga catarinense, a Jô, que está morando lá um tempo. De lá, vamos pra Madri, de onde eu volto pra casa e meus amigos seguem viagem.

A viagem começa com duas noites em Copenhague, a bela capital dinamarquesa, terra dos vikings, dos biscoitos amanteigados, dos preços exorbitantes e das loiraças.

O longínquo Japão, um sonho antigo, é a próxima escala da viagem. É o ponto mais distante que um brasileiro pode visitar sem sair do planeta. Está exatamente do outro lado do mundo, com 12 horas de fuso a mais. Como diz Luis Fernando Veríssimo no livro "Traçando Japão" : "É um engano achar que você desembarca em Tóquio no dia seguinte. A sensação é a de desembarcar no século seguinte". Este livro, aliás, é imperdível para quem pretende conhecer o Japão um dia. A região metropolitana de Tóquio é a maior concentração urbana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes. Uma cidade que consegue unir, como nenhuma outra, o moderno com o tradicional. Fiquei impressionado com a quantidade de atrações da cidade ao ler o guia que comprei. Não imaginava que tivesse tanta coisa interessante. Por isso mesmo, reservei 6 noites só para ela.

Um vídeo muito interessante chamado “Japão, um país estranho”:



Em Tóquio, pego o Shinkanzen (trem-bala) para Kyoto, uma das cidades mais bonitas do país, antiga capital imperial (até o século 19), também conhecida como a cidade dos samurais. A região de Kyoto tem cerca de 1.600 (!!) templos budistas e 400 santuários xintoistas. O xintoísmo é uma religião japonesa que venera deuses ligados a força da natureza, como sol, mar, terra, fogo, etc.

A terceira e última escala no Japão será Hiroshima, conhecida mundialmente pelo triste episódio da explosão da bomba atômica lançada pelos americanos no final da 2a Guerra Mundial, em 1945. Hoje é uma cidade moderna e cheia de vida, um verdadeiro símbolo do poder de reconstrução e recuperação do povo japonês. O Japão era uma nação arrasada depois da 2a Guerra, mas assim como a Alemanha, recuperou-se rapidamente, com grande ajuda econômica dos americanos. Viveu até os anos 90 o chamado "Milagre Japonês", com crescimento econômico comparável ao da China de hoje, e tornou-se a 2a maior economia do mundo, atrás apenas dos americanos. Desde o estouro de uma bolha imobiliária e financeira há 20 anos, o Japão é uma economia estagnada, e foi ultrapassada há pouco tempo pela China.

Há algumas semanas, providenciei o visto no consulado do Japão no Rio. Tive que pagar uma taxa de R$60,00, preencher um formulário com dados pessoais, roteiro da viagem e endereços dos lugares onde vou me hospedar. Tive ainda que apresentar as passagens aéreas. O funcionário só perguntou se eu ia viajar sozinho, e para onde eu viajaria depois do Japão. Ficou pronto em apenas dois dias. Achei o processo bem tranquilo, sem falar que não tinha ninguém na fila para ser atendido. Uma diferença enorme se comparar com o consulado americano !!

O Japão será, gastronômicamente falando, um grande desafio pra mim. Quem me conhece, sabe que não sou nem um pouco chegado a peixe cru com arroz. Eu sei que é saudável, e inclusive já experimentei algumas vezes, mas não adianta, não consigo sentir a menor atração por isso. A boa notícia é que a cozinha japonesa está longe de ser apenas sushi, sashimi e temaki. O guia que eu comprei tem uma página com um monte de pratos diferentes, e uns macarrões com uma cara boa (não são yakisoba). Vamos ver.

Outra coisa que me motivou e tornou viável minha visita ao Japão foi ter encontrado uma passagem bastante barata saindo da Europa. Paguei pelo trecho Copenhague-Moscou-Tóquio / Tóquio-Moscou-Kiev apenas R$1.323,00 (REAIS...e não dólares !) na empresa aérea russa Aeroflot. Esta tarifa é promocional e só consegui esse preço porque comprei com 3 meses de antecedência. Considerando que os trechos Rio-Madri-Copenhague e Madri-Rio eu tirei com milhas, meus gastos com passagens nessa viagem serão incrívelmente baixos !

Alem de ter dado a sorte de ter encontrado uma passagem barata, dei sorte também com a data que escolhi para conhecer Tóquio. Descobri que vou chegar justamente no final de semana em que é comemorado o Sanja Matsuri, um dos principais festivais religiosos da cidade. Os matsuris são na verdade um misto de celebração com procissão religiosa. Talvez uma mistura louca de carnaval com Círio de Nazaré à moda oriental. Coisa de 2 milhões de pessoas pelas ruas próximas ao templo Senso-ji, o principal de Tóquio. Outro fator de sorte: descobri que o albergue onde vou me hospedar fica localizado a apenas uma quadra da entrada deste templo ! Acho que para mim, a sensação vai ser equivalente à de um japonês desembarcando no meio de um bloco de carnaval do Rio ou de Salvador. Em outras palavras, uma experiência única !

A parada seguinte é a misteriosa Ucrânia. Algo me diz que será a grande surpresa da viagem. Muitos me perguntaram: "Mas o que tem pra ver lá ? Chernobyl ? Radiação ? Cidades fantasmas ?" Incrível como o desconhecimento leva ao preconceito. Já tem um tempo que eu queria visitar este país, mas a exigência de visto para turistas brasileiros acabava me desanimando. Quando soube no ano passado que essa exigência foi revogada, não pensei duas vezes em incluir o país no meu roteiro. Como já conheço boa parte da Europa (incluindo o Leste Europeu), a Ucrânia é a bola da vez. Passei um bom tempo procurando um guia sobre o Leste Europeu que tivesse países "alternativos", fugindo um pouco do turismo de massa à la "Praga-Viena-Budapeste", mas eu simplesmente não encontrei um guia assim em lugar nenhum !! Tive que comprar na Amazon, onde encomendei o excelente Lonely Planet Eastern Europe, considerado a "biblia" dos mochileiros no Leste Europeu. Tem TUDO, até lugares pra lá de exóticos como Belorússia, Kosovo, Albânia e Moldávia. Esse guia foi um verdadeiro achado, e me deu dicas preciosas na minha viagem no ano passado, quando passei pela Croácia, Bósnia, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Finlândia e Rússia. Acho que sem o "tijolão" eu teria ficado totalmente perdido !!

Passo 3 noites em Kiev, a capital ucraniana, que tem uma das melhores noites da Europa. Depois pego um trem cruzando o país até Lviv, que é considerada a “Nova Praga”, mas ainda não foi descoberta pelo turismo de massa. O Lonely Planet descreve Lviv assim: "You'll be extremely glad to have arrived in Lviv, Ukraine's loveliest city (...) Best of all, despite the extraordinary architectural wealth here, tourists remain a small minority, even in the Unesco World Heritage-listed Old Town in midsummer". Hmmmm...nada mal, heim ? A cidade fica bem próxima a fronteira com a Polônia, e por isso mesmo, muita gente por lá fala inglês, ao contrário do que acontece em Kiev. A Ucrânia tem ainda muitas outras atrações, como Yalta e Odessa, cidades às margens do Mar Negro que disputam o título de "Ibiza Ucraniana", e ficam lotadas no verão, com muitas festas. A moeda ucraniana, a hryvnia, é a 2a mais desvalorizada do mundo (perdendo apenas para a rúpia indiana), segundo o Indice Big Mac (criado pela revista britânica The Economist para comparar o custo de vida de diversos países do mundo). Isso obviamente traz preços pra lá de atraentes para nós brasileiros, já acostumados a pagar caro por praticamente tudo.

Acredito que Kiev e Lviv estarão bem cheias, pois ambas terão jogos da Eurocopa, que começa apenas 3 dias depois de eu ir embora. Os preços de alguns albergues de ambas cidades disparam a partir do início de junho. Foi difícil achar algum lugar barato para ficar, principalmente em Lviv. A maioria triplica de preço a partir de junho.

De Lviv, pego um voo direto para Veneza. Como assim Veneza ?! Sim... a princípio esta cidade não estava nos meus planos, mas descobri uma passagem aérea bastante barata saindo de Lviv pra lá, e decidi passar uma noite na "Città più bella del mondo" ! Estive em Veneza em 2005 durante apenas algumas horas, e foi paixão a primeira vista. Nunca vi nada parecido. É como voltar a Idade Média. Os olhos parecem não quererem acreditar no que vêem. É como entrar numa pintura medieval, ou como estar num filme de época. Sempre ouvia muitos dizendo que "é uma cidade pra ir acompanhado, nunca sozinho", ou, "é horrorosa, fede a esgoto". Na época eu era mochileiro estreante, e ainda não sabia que viajar também serve para derrubar preconceitos. Acabei incluindo Veneza no meu roteiro apenas "de passagem", chegando de trem de Florença. Eu tinha apenas 7h para conhecer alguma coisa da cidade, pois tinha um voo marcado para Amsterdam no mesmo dia. Me arrependi profundamente de não ter passado mais tempo lá, e prometi pra mim mesmo que voltaria um dia com mais tempo para conhece-la melhor. Esse dia está chegando !!!

A penúltima parada é Barcelona, a capital catalã, terra de Gaudi, um dos balneários mais badalados do Mediterrâneo e uma das melhores noites da Europa. É uma espécie de cidade-inspiração para o Rio atualmente, com uma história parecida (guardadas as devidas proporções). Barcelona era uma cidade degradada antes dos Jogos de 1992, mas sofreu uma transformação profunda, conseguiu dar a volta por cima, e hoje é tudo aquilo que o Rio sonha ser um dia, num futuro distante (ou não), após os Jogos de 2016. Já estive na cidade em 2005, mas conheci pouco da noite de lá. Desta vez será diferente. Vou encontrar com amigos aqui do Rio lá e com certeza vamos sair todas as noites !! Alugamos um apartamento de 3 quartos próximo a famosa Las Ramblas (que é o pico, a "Lapa de Barcelona"), e saiu pelo mesmo valor que pagaríamos para ficar num albergue qualquer com um monte de gente no quarto: 30 euros (R$75) a diária para cada um, um preço ótimo !! Vai bombar !!!

Após 3 dias de muita festa, pegamos o trem-bala rumo a Madri, minha segunda casa, onde me sinto totalmente "local". Será a minha 4ª vez na cidade. Tenho apenas uma noite lá, e no dia seguinte, c'est fini... volto pra casa ! Todo carnaval tem seu fim !!!

Este é o roteiro da viagem:

16/mai Rio-Copenhague
17/mai Copenhague
18/mai Copenhague
19/mai Copenhague-Tóquio
20/mai Tóquio
21/mai Tóquio
22/mai Tóquio
23/mai Tóquio
24/mai Tóquio
25/mai Tóquio-Kyoto
26/mai Kyoto
27/mai Kyoto
28/mai Kyoto-Hiroshima
29/mai Hiroshima
30/mai Hiroshima-Tóquio
31/mai Tóquio-Kiev
01/jun Kiev
02/jun Kiev
03/jun Kiev-Lviv
04/jun Lviv
05/jun Lviv-Veneza
06/jun Veneza-Barcelona
07/jun Barcelona
08/jun Barcelona
09/jun Barcelona-Madri
10/jun Madri-Rio

O mapa da viagem:

Uma pequena amostra dos lugares por onde vou passar:

copenhagen1.jpg

copenhagen2.jpg

toquio2.jpg

toquio3.jpg

toquio5.jpg

shibuya.jpg

sumo.jpg

harajuku.jpg

shinkansen.jpg

hakone.jpg

kyoto5.jpg

kyoto4.jpg

kyoto1.jpg

hiroshima.jpg

kiev.jpg

lviv.jpg

barcelona.jpg

1madri1.jpg

Para quem quiser receber um email automático avisando que um novo post foi publicado, basta cadastrar-se como assinante do blog, clicando em "Inscrever-se".

Muita gente me pergunta como consigo arrumar tempo pra publicar tantas coisas no blog enquanto viajo. Na verdade não deixo de fazer nada durante minhas viagens para ficar na internet escrevendo no blog. Tento apenas otimizar meu tempo. Por exemplo, aproveito enquanto estou no aeroporto esperando algum vôo, ou durante as longas viagens de trem, pra escrever os textos e baixar as fotos da câmera pro meu notebook, mesmo que esteja sem conexão wi-fi. Para isso é fundamental uma bateria que aguente pelo menos umas 4 horas sem carga. Quando chego em algum lugar com wi-fi, como num hotel ou albergue, só gasto uns poucos minutos pra subir os textos já prontos e as fotos pro site do blog. A vantagem de escrever e publicar tudo quase “em tempo real”, ou com alguns poucos dias de atraso, é que os fatos estão todos frescos na minha cabeça. Em viagens como essa os dias são muito intensos, com muitas experiências diferentes, coisas engraçadas, micos e momentos sublimes, daqueles pra guardar pro resto da vida e contar pros netos. Se eu deixasse pra escrever tudo no final da viagem, muitos detalhes eu acabaria esquecendo. Costumo dizer que 1 mês de mochilão equivale a 6 meses “normais”, no que diz respeito a aprendizado, novas experiências e novas pessoas que você acaba conhecendo.

Olhei a previsão do tempo agora e tá maior friaca lá Copenhague... 8 graus !! Isso na primavera ! Imagina no inverno !!

Agora, se me dão licença, é hora de "meter o pé". Aguardem o próximo post, escrito diretamente da terra dos biscoitos amanteigados e das loiraças !!!

Partiu pro Galeão ! FUI !