Dormi umas 10 horas sem escalas. Tava precisando muuuito disso. Acordei novo.
Minha grana estava acabando. Fui fazer um saque num caixa eletrônico no 7-Eleven. Para a minha surpresa, o caixa tinha opções de menu em japonës, inglês, coreano, chinês e....português !!! Como assim ?!

O mais engraçado é que a máquina falava em português, e com sotaque !! Tive que gravar um vídeo !!
Aqui tudo fala: caixa eletrônico, escada rolante, ponto de ônibus, estação de trem e metrô, saída de garagem, e até os caminhões ficam falando alguma coisa em “loop” quando passam. Muito engraçado !!
A Nakamize-dori, rua com lojas de souvenirs na entrada do templo Senso-ji. Bem perto de onde eu estava hospedado.. Comprei uns souvenirs pra mim lá.


Um ônibus urbano:

Peguei o trem Yamanote pra conhecer Harajuku, famoso pelas adolescentes vestidas com roupas malucas.
Takeshita-dori, rua de pedestres com lojas para o público adolescente. Muitas estudantes com uniforme passeavam por lá.





As ruas de Tóquio sempre tem placas com mapas das redondezas. Isso facilita muito a localização, já que a maioria das ruas não tem nome. Os próprios japoneses ficam perdidos e usam muito essas placas.

A estação de Harajuku fica bem na entrada do enorme Parque Yoyogi. Dentro do parque está o principal santuário xintoísta de Tóquio, o Meiji Jingu. Foi construído em homenagem ao imperador Meiji (1852-1912), que é venerado neste santuário como um kami (divindade). Os restos mortais dele e de sua esposa estão neste local. Há de fato motivos relevantes para venerar este imperador. O Japão era um país feudal e atrasado até o século 19, tendo ficado por 2 séculos totalmente isolado do restante do mundo. O imperador Meiji promoveu reformas como o fim do isolamento, a transferência da capital de Kyoto para Tóquio e uma nova constituição. A partir daí, o Japão tornou-se rapidamente a nação rica e industrializada que conhecemos. No feriado do Ano Novo, este é o local mais visitado do Japão, com cerca de 3 milhões pessoas passando por lá e rezando por boa sorte para o ano que entra.
Torii (portal xintoísta) indicando a entrada do santuário:

Tonéis de saquê fornecidos por diversas destilarias do país em homenagem ao imperador:

Pintura do imperador na entrada do santuário:

Entrada do santuário:

Água sagrada:

Pátio interno do santuário:


Este é o local sagrado onde os japoneses fazem as orações. Nos santuários xintoístas, o ritual é sempre o mesmo: diante de uma espécie de altar, eles jogam uma moeda numa urna, batem uma palma para invocar o kami (espírito presente do santuário), dão uma inclinada (aquela típica japonesa) e vão embora. Tudo não demora mais que 10 segundos.

É tradição pendurar nos santuários umas placas de madeira com pedidos ou agradecimentos. Tem placas de gente do mundo todo.



Parque Yoyogi, saindo do santuário:

Bandeira japonesa em frente a Casa de Tesouros Imperiais. Não entrei lá, tava meio sem saco de entrar em mais um museu

Voltando para a estação de Harajuku, estava tentando descobrir qual a tarifa para a esta;áo Shimbashi, pois no mapa que estava na parede, os nomes das estações estavam somente em ideogramas. Surgiu do nada uma japa linda (prima distante da Sabrina Sato, ehehhe) perguntando em inglês se eu queria ajuda. Err...please, please !! Peguei novamente a linha circular Yamanote para o outro lado da cidade, na estação Shimbashi.



Nesta estação peguei o monotrilho Yurikamone que liga Shimbashi a ilha de Daiba, passando pela baía de Tóquio por uma ponte parecida com a Golden Gate.


O Shinkansen (trem-bala) passando pela cidade:

A ponte que parece a Golden Gate. Ela tem dois andares. Por cima passam os carros, e por baixo, o monotrilho.

Chegando em Daiba:

O monotrilho passando:

A ilha de Daiba é enorme. Tem diversos shoppings, edifícios comerciais e museus. É um lugar futurista. Me senti no filme Blade Runner.
Entrei no Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação, também conhecido como Miraikan. Esse museu tem uma mostra interessante de robótica, uma mania nacional no Japão. Muito legal.

Robôs de tudo quanto é tipo:





Esse robô parecia uma foca de verdade. Você fazia um cafuné nele, e ele interagia, ficava se mexendo todo. Muito maneiro !

Gravei até um vídeo com esse robô:

Projeções de imagens geofísicas interativas sobre o globo terrestre:

Outro vídeo que gravei lá:
Saí desse museu e escolhi aleatoriamente um dos diversos shoppings que tinha na ilha pra comer alguma coisa. Fui andando, andando, e de repente, me deparei com essa cena:

Não podia ser....era o Spectromen em tamanho real !!! Diretamente do túnel do tempo, um clássico dos anos 80 que marcou minha infância !! ! ahahha só no Japão mesmo !!

O shopping tinha uma praça de alimentação enorme, e só de comida japonesa. Eu era o único ocidental do lugar. Escolhi um restaurante que tinha uma cara boa. A comida era feita ali na hora mesmo, estilo Spoletto. Tava tudo escrito em japonês, mas pelo menos tinha as fotos dos pratos.



Hashis de plástico:

Escolhi um macarrão do tipo udon (aquele que é mais grosso), com omelete por cima e algo que parecia cebola. Custou 880 yens (R$22). Pedi também um chope Sapporo, que custou 430 yens (R$11). A bebida nos restaurantes é muito cara em relação aos pratos. Percebi que quase ninguém aqui pede bebida, ainda mais que os restaurantes dão água grátis.

Comecei a comer, mas quando olhei melhor meu prato, percebi que aquelas coisas em cima do omelete não eram cebola, pois ESTAVAM SE MEXENDO !!!! A comida estava viva !!!! ahhahahah não podia ser ! Muito sinistro ! Não tinha a menor idéia de que tipo de animal rastejante e agonizante poderia ser aquele no meu prato.
Gravei até um vídeo pra mostrar isso:
Como estava morrendo de fome, cheguei os bichos pra fora do prato e devorei o restante, que por sinal estava muito bom.
Perto desse shopping tinha uma praia, a única de Tóquio, com um deck de madeira.


Inacreditável a quantidade de regras na praia. Era proibido nadar na água, e até praticar esportes na areia sem permissão. Dá pra ser feliz assim ??

Um pequeno pier que tinha perto da praia:

Vista da ponte “Golden Gate” no pier:

O prédio da TV Fuji, que mais parece cenário do Blade Runner. Faltaram só os carros voadores e os andróides:

A ponte iluminada à noite:

Uma réplica da Estátua da Liberdade.

Um batalhão de fotógrafos anônimos perto da estátua.

Mais uma atração imperdível de Daiba: o Salão de Exposições da Toyota, com os últimos lançamentos. Fiquei louco com esse lugar !!

Toyota Aqua:

A coqueluxe do momento no Japão são os carros híbridos, que usam gasolina e eletricidade (qualquer um dos dois ou ambos ao mesmo tempo, como se fosse um carro flex). Vi muitos híbridos nas ruas de Tóquio. A tecnologia das baterias melhorou muito recentemente. O resultado é que os carros híbridos quando rodam com gasolina e eletricidade juntos são muito econômicos. Esse Toyota Prius usa uma nova tecnologia de baterias e faz uma média de 61 Km por litro de gasolina ! Incrível !!

Esse é um modelo um pouco mais antigo e faz 38 Km/l.


Toyota 86, sonho de consumo
Pelo equivalente a R$75 mil você leva um desse pra casa aqui no Japão.



Era hora de voltar pro albergue, e me arrumar pra sair a noite pela primeira vez no Japão !! Estava moooorto ! Fiquei andando de 7 da manhã até 9 da noite, mas não poderia deixar passar a oportunidade de sair aqui. Era a minha última noite em Tóquio. Na verdade, depois de Kyoto e Hiroshima, ainda passo mais uma noite aqui em Tóquio, mas nessa noite não vou poder sair, pois tenho que acordar muito cedo no dia seguinte pra pegar meu vôo pra Ucrânia.
Dei uma passada antes no 7-Eleven para um lanche rápido.
Suco de...não sei !!

Bolo de chá verde:

MS-06 Zacu II, a bebida dos robôs !!! Parecia um energético, mas num frasco que parecia ser de xarope ! Muito louco !

Indo para o albergue, tirei essa foto do portal Kamiranimon, do templo Senso-ji.

Tomei outro energético pra mandar o cansaço embora. Mandei esse pra dentro: Tagiru FX 3000. Parece nome de óleo de motor. E não é que funcionou ? Fiquei ligadão !

Peguei a linha Ginza do metrô de ponta a ponta, de Asakusa até o outro lado da cidade, em Shibuya. Deu meia hora de viagem. Já estou craque em andar de metrô e trem aqui. A primeira vista é tudo meio assustador, mas depois você pega o “bizu”. Tem umas coisas estranhas, como algumas estações onde você precisa sair na rua e andar até outro quarteirão para fazer transferência de linha.
Shibuya é o lugar da diversão noturna em Tóquio. Tem diversos bares, boates e pachinkos (fliperamas japoneses).
Quando desembarquei, por um momento achei que estivesse na Times Square, com um monte de gente na rua às 23:30 e vários telões nas fachadas dos prédios. Aliás, é como se Tóquio tivesse várias Times Square em bairros diferentes. Em Ginza e Shinjuku também é assim. Coisa de louco !!!


Um vídeo que gravei nesse cruzamento:
À meia-noite em ponto os telões todos foram desligados. Todos juntos, sincronizados.
As “Spice Girls” japonesas…vi propaganda delas por toda a cidade:

Tomando saquê de caixinha pra dar um brilho

Comecei a procurar a Camelot, uma boate que haviam me recomendado. Tinha baixado o mapa pro meu celular, já que os endereços não ajudam em nada para localizar lugares no Japão. Fiquei rodando durante mais de meia hora até conseguir encontrar a boate. A entrada custou 3000 yens (R$75), com direito a dois drinks.
A primeira coisa que pensei ao entrar no lugar era em sair de lá o mais rápido possível. Era a visão do inferno. Um cheiro terrível de cigarro no ar e uma galera estranha, meio misturada. Tinha umas meninas de 18 anos no máximo meio de uns caras mais velhos de terno e outros com bermuda e boné. De repente aparece uma japa com um cabelo até quase o chão. Rapunzel ? Tinha eu e mais dois ou três ocidentais só. Umas 5 japonesas bonitas. A maioria absoluta era de homens. Não estava muito cheia. Tinha um bar com uma pista tocando house. Os outros ambientes estavam fechados, talvez por ser uma quinta-feira.
Olhei para o lado do bar e tinha duas meninas sentadas numas cadeiras e uns caras secando e penteando o cabelo delas. Cabelereiro no meio da boate, é isso ?
Me chamou a atenção a quantidade enorme de regras que a casa tinha: priobido fotografar, proibido fumar (ué ? maior galera fumando !!), priobido beber na pista (só podia beber no bar !!), e outra proibição que não entendi devido ao inglês precário usado na tradução: “forcible moderates prohibition”... oi ?!

Além disso, achei engraçada essa proibição. Estava somente em japonês, mas dava pra entender pela ilustração: “Proibido abordar mulheres” !! Assim fica difícil !!!

Tinha outras coisas estranhas, como umas mesas onde só podiam sentar mulheres.
Tirei essas fotos escondido. Os seguranças ficavam de olho, e toda hora que eu tirava a câmera do bolso, eles ficavam olhando de cara feia.


Fui no bar pegar uma cerveja. Todos os drinks e cervejas custavam 700 yens (R$17,50), um absurdo !! Tinha cerveja Carlsberg (que acho ruim), e outra cerveja chamada “Red Eye”. Talvez fosse alguma cerveja japonesa, pensei. Pedi uma dessa. Era Carlsberg com suco de tomate !!! ARGH ! Horrível !!! Joguei fora e pedi uma Carlsberg normal mesmo.
O flerte existe aqui mais ou menos da mesma forma como em outros lugares, mas as pessoas não beijam. Não vi ninguém beijando nem lá, nem em nenhum outro lugar durante estes dias aqui no Japão. Nem beijo na bochecha, como cumprimento. O beijo na boca aqui é um ato puramente sexual e jamais beija-se em público. Também não vi ninguém se abraçando. Até mesmo amigos cumprimentam-se apenas com uma inclinada e no máximo um aceno.
Eu estava preso naquele inferno até 5h da manhã, que era o horário que o metrô voltava a funcionar. Taxi nem pensar, seria uma fortuna atravessar toda a cidade até meu albergue. Reparei que todo mundo da boate ficou esperando dar 5h pra voltar pra casa de metrô também. Ninguém foi embora de taxi ou dirigindo. O metrô e trem já está no sangue deles.
Resumo da noite: uma M, com M maiúsculo, mas serviu pelo menos para ver as coisas esquisitas. Gastei o equivalente a R$130, mais ou menos o que gastaria num lugar muitoooooo melhor no Rio. Acredito que Tóquio tenha lugares muito melhores do que esse. Devo ter dado azar.
Cheguei no albergue as 6h da manhã fedendo cigarro da cabeça aos pés, tomei uma ducha e berço !
Minha grana estava acabando. Fui fazer um saque num caixa eletrônico no 7-Eleven. Para a minha surpresa, o caixa tinha opções de menu em japonës, inglês, coreano, chinês e....português !!! Como assim ?!
O mais engraçado é que a máquina falava em português, e com sotaque !! Tive que gravar um vídeo !!
A Nakamize-dori, rua com lojas de souvenirs na entrada do templo Senso-ji. Bem perto de onde eu estava hospedado.. Comprei uns souvenirs pra mim lá.
Um ônibus urbano:
Peguei o trem Yamanote pra conhecer Harajuku, famoso pelas adolescentes vestidas com roupas malucas.
Takeshita-dori, rua de pedestres com lojas para o público adolescente. Muitas estudantes com uniforme passeavam por lá.
As ruas de Tóquio sempre tem placas com mapas das redondezas. Isso facilita muito a localização, já que a maioria das ruas não tem nome. Os próprios japoneses ficam perdidos e usam muito essas placas.
A estação de Harajuku fica bem na entrada do enorme Parque Yoyogi. Dentro do parque está o principal santuário xintoísta de Tóquio, o Meiji Jingu. Foi construído em homenagem ao imperador Meiji (1852-1912), que é venerado neste santuário como um kami (divindade). Os restos mortais dele e de sua esposa estão neste local. Há de fato motivos relevantes para venerar este imperador. O Japão era um país feudal e atrasado até o século 19, tendo ficado por 2 séculos totalmente isolado do restante do mundo. O imperador Meiji promoveu reformas como o fim do isolamento, a transferência da capital de Kyoto para Tóquio e uma nova constituição. A partir daí, o Japão tornou-se rapidamente a nação rica e industrializada que conhecemos. No feriado do Ano Novo, este é o local mais visitado do Japão, com cerca de 3 milhões pessoas passando por lá e rezando por boa sorte para o ano que entra.
Torii (portal xintoísta) indicando a entrada do santuário:
Tonéis de saquê fornecidos por diversas destilarias do país em homenagem ao imperador:
Pintura do imperador na entrada do santuário:
Entrada do santuário:
Água sagrada:
Pátio interno do santuário:
Este é o local sagrado onde os japoneses fazem as orações. Nos santuários xintoístas, o ritual é sempre o mesmo: diante de uma espécie de altar, eles jogam uma moeda numa urna, batem uma palma para invocar o kami (espírito presente do santuário), dão uma inclinada (aquela típica japonesa) e vão embora. Tudo não demora mais que 10 segundos.
É tradição pendurar nos santuários umas placas de madeira com pedidos ou agradecimentos. Tem placas de gente do mundo todo.
Parque Yoyogi, saindo do santuário:
Bandeira japonesa em frente a Casa de Tesouros Imperiais. Não entrei lá, tava meio sem saco de entrar em mais um museu
Voltando para a estação de Harajuku, estava tentando descobrir qual a tarifa para a esta;áo Shimbashi, pois no mapa que estava na parede, os nomes das estações estavam somente em ideogramas. Surgiu do nada uma japa linda (prima distante da Sabrina Sato, ehehhe) perguntando em inglês se eu queria ajuda. Err...please, please !! Peguei novamente a linha circular Yamanote para o outro lado da cidade, na estação Shimbashi.
Nesta estação peguei o monotrilho Yurikamone que liga Shimbashi a ilha de Daiba, passando pela baía de Tóquio por uma ponte parecida com a Golden Gate.
O Shinkansen (trem-bala) passando pela cidade:
A ponte que parece a Golden Gate. Ela tem dois andares. Por cima passam os carros, e por baixo, o monotrilho.
Chegando em Daiba:
O monotrilho passando:
A ilha de Daiba é enorme. Tem diversos shoppings, edifícios comerciais e museus. É um lugar futurista. Me senti no filme Blade Runner.
Entrei no Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação, também conhecido como Miraikan. Esse museu tem uma mostra interessante de robótica, uma mania nacional no Japão. Muito legal.
Robôs de tudo quanto é tipo:
Esse robô parecia uma foca de verdade. Você fazia um cafuné nele, e ele interagia, ficava se mexendo todo. Muito maneiro !
Gravei até um vídeo com esse robô:
Projeções de imagens geofísicas interativas sobre o globo terrestre:
Outro vídeo que gravei lá:
Não podia ser....era o Spectromen em tamanho real !!! Diretamente do túnel do tempo, um clássico dos anos 80 que marcou minha infância !! ! ahahha só no Japão mesmo !!
O shopping tinha uma praça de alimentação enorme, e só de comida japonesa. Eu era o único ocidental do lugar. Escolhi um restaurante que tinha uma cara boa. A comida era feita ali na hora mesmo, estilo Spoletto. Tava tudo escrito em japonês, mas pelo menos tinha as fotos dos pratos.
Hashis de plástico:
Escolhi um macarrão do tipo udon (aquele que é mais grosso), com omelete por cima e algo que parecia cebola. Custou 880 yens (R$22). Pedi também um chope Sapporo, que custou 430 yens (R$11). A bebida nos restaurantes é muito cara em relação aos pratos. Percebi que quase ninguém aqui pede bebida, ainda mais que os restaurantes dão água grátis.
Comecei a comer, mas quando olhei melhor meu prato, percebi que aquelas coisas em cima do omelete não eram cebola, pois ESTAVAM SE MEXENDO !!!! A comida estava viva !!!! ahhahahah não podia ser ! Muito sinistro ! Não tinha a menor idéia de que tipo de animal rastejante e agonizante poderia ser aquele no meu prato.
Gravei até um vídeo pra mostrar isso:
Perto desse shopping tinha uma praia, a única de Tóquio, com um deck de madeira.
Inacreditável a quantidade de regras na praia. Era proibido nadar na água, e até praticar esportes na areia sem permissão. Dá pra ser feliz assim ??
Um pequeno pier que tinha perto da praia:
Vista da ponte “Golden Gate” no pier:
O prédio da TV Fuji, que mais parece cenário do Blade Runner. Faltaram só os carros voadores e os andróides:
A ponte iluminada à noite:
Uma réplica da Estátua da Liberdade.
Um batalhão de fotógrafos anônimos perto da estátua.
Mais uma atração imperdível de Daiba: o Salão de Exposições da Toyota, com os últimos lançamentos. Fiquei louco com esse lugar !!
Toyota Aqua:
A coqueluxe do momento no Japão são os carros híbridos, que usam gasolina e eletricidade (qualquer um dos dois ou ambos ao mesmo tempo, como se fosse um carro flex). Vi muitos híbridos nas ruas de Tóquio. A tecnologia das baterias melhorou muito recentemente. O resultado é que os carros híbridos quando rodam com gasolina e eletricidade juntos são muito econômicos. Esse Toyota Prius usa uma nova tecnologia de baterias e faz uma média de 61 Km por litro de gasolina ! Incrível !!
Esse é um modelo um pouco mais antigo e faz 38 Km/l.
Toyota 86, sonho de consumo
Era hora de voltar pro albergue, e me arrumar pra sair a noite pela primeira vez no Japão !! Estava moooorto ! Fiquei andando de 7 da manhã até 9 da noite, mas não poderia deixar passar a oportunidade de sair aqui. Era a minha última noite em Tóquio. Na verdade, depois de Kyoto e Hiroshima, ainda passo mais uma noite aqui em Tóquio, mas nessa noite não vou poder sair, pois tenho que acordar muito cedo no dia seguinte pra pegar meu vôo pra Ucrânia.
Dei uma passada antes no 7-Eleven para um lanche rápido.
Suco de...não sei !!
Bolo de chá verde:
MS-06 Zacu II, a bebida dos robôs !!! Parecia um energético, mas num frasco que parecia ser de xarope ! Muito louco !
Indo para o albergue, tirei essa foto do portal Kamiranimon, do templo Senso-ji.
Tomei outro energético pra mandar o cansaço embora. Mandei esse pra dentro: Tagiru FX 3000. Parece nome de óleo de motor. E não é que funcionou ? Fiquei ligadão !
Peguei a linha Ginza do metrô de ponta a ponta, de Asakusa até o outro lado da cidade, em Shibuya. Deu meia hora de viagem. Já estou craque em andar de metrô e trem aqui. A primeira vista é tudo meio assustador, mas depois você pega o “bizu”. Tem umas coisas estranhas, como algumas estações onde você precisa sair na rua e andar até outro quarteirão para fazer transferência de linha.
Shibuya é o lugar da diversão noturna em Tóquio. Tem diversos bares, boates e pachinkos (fliperamas japoneses).
Quando desembarquei, por um momento achei que estivesse na Times Square, com um monte de gente na rua às 23:30 e vários telões nas fachadas dos prédios. Aliás, é como se Tóquio tivesse várias Times Square em bairros diferentes. Em Ginza e Shinjuku também é assim. Coisa de louco !!!
Um vídeo que gravei nesse cruzamento:
As “Spice Girls” japonesas…vi propaganda delas por toda a cidade:
Tomando saquê de caixinha pra dar um brilho
Comecei a procurar a Camelot, uma boate que haviam me recomendado. Tinha baixado o mapa pro meu celular, já que os endereços não ajudam em nada para localizar lugares no Japão. Fiquei rodando durante mais de meia hora até conseguir encontrar a boate. A entrada custou 3000 yens (R$75), com direito a dois drinks.
A primeira coisa que pensei ao entrar no lugar era em sair de lá o mais rápido possível. Era a visão do inferno. Um cheiro terrível de cigarro no ar e uma galera estranha, meio misturada. Tinha umas meninas de 18 anos no máximo meio de uns caras mais velhos de terno e outros com bermuda e boné. De repente aparece uma japa com um cabelo até quase o chão. Rapunzel ? Tinha eu e mais dois ou três ocidentais só. Umas 5 japonesas bonitas. A maioria absoluta era de homens. Não estava muito cheia. Tinha um bar com uma pista tocando house. Os outros ambientes estavam fechados, talvez por ser uma quinta-feira.
Olhei para o lado do bar e tinha duas meninas sentadas numas cadeiras e uns caras secando e penteando o cabelo delas. Cabelereiro no meio da boate, é isso ?
Me chamou a atenção a quantidade enorme de regras que a casa tinha: priobido fotografar, proibido fumar (ué ? maior galera fumando !!), priobido beber na pista (só podia beber no bar !!), e outra proibição que não entendi devido ao inglês precário usado na tradução: “forcible moderates prohibition”... oi ?!
Além disso, achei engraçada essa proibição. Estava somente em japonês, mas dava pra entender pela ilustração: “Proibido abordar mulheres” !! Assim fica difícil !!!
Tinha outras coisas estranhas, como umas mesas onde só podiam sentar mulheres.
Tirei essas fotos escondido. Os seguranças ficavam de olho, e toda hora que eu tirava a câmera do bolso, eles ficavam olhando de cara feia.
Fui no bar pegar uma cerveja. Todos os drinks e cervejas custavam 700 yens (R$17,50), um absurdo !! Tinha cerveja Carlsberg (que acho ruim), e outra cerveja chamada “Red Eye”. Talvez fosse alguma cerveja japonesa, pensei. Pedi uma dessa. Era Carlsberg com suco de tomate !!! ARGH ! Horrível !!! Joguei fora e pedi uma Carlsberg normal mesmo.
O flerte existe aqui mais ou menos da mesma forma como em outros lugares, mas as pessoas não beijam. Não vi ninguém beijando nem lá, nem em nenhum outro lugar durante estes dias aqui no Japão. Nem beijo na bochecha, como cumprimento. O beijo na boca aqui é um ato puramente sexual e jamais beija-se em público. Também não vi ninguém se abraçando. Até mesmo amigos cumprimentam-se apenas com uma inclinada e no máximo um aceno.
Eu estava preso naquele inferno até 5h da manhã, que era o horário que o metrô voltava a funcionar. Taxi nem pensar, seria uma fortuna atravessar toda a cidade até meu albergue. Reparei que todo mundo da boate ficou esperando dar 5h pra voltar pra casa de metrô também. Ninguém foi embora de taxi ou dirigindo. O metrô e trem já está no sangue deles.
Resumo da noite: uma M, com M maiúsculo, mas serviu pelo menos para ver as coisas esquisitas. Gastei o equivalente a R$130, mais ou menos o que gastaria num lugar muitoooooo melhor no Rio. Acredito que Tóquio tenha lugares muito melhores do que esse. Devo ter dado azar.
Cheguei no albergue as 6h da manhã fedendo cigarro da cabeça aos pés, tomei uma ducha e berço !
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